A Iniciativa do Ar Limpo para as Cidades da América Latina é um programa da maior importância para São Paulo e Região Metropolitana. Participam deste programa as cidades de São Paulo, México, Santiago do Chile, Rio de Janeiro, Lima - Callao, e Buenos Aires. Os municípios de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos, Mauá e Osasco, da Região Metropolitana de São Paulo, demonstraram interesse em participar do programa, discutir e implementar medidas conjuntas de ação visando a melhoria da qualidade do ar, uma vez que apresentam fontes significativas de poluição atmosférica, população acima de 150.000 habitantes, possuem frota de veículos acima de 20.000 e são conurbados São Paulo, é a 5ª cidade de ar mais poluído entre as 20 maiores metrópoles mundiais e a terceira da América Latina. Conta com uma população de mais de 10 milhões de habitantes , sendo responsável por 15% do PIB nacional e uma renda per capita de U$ 7.800. A Região Metropolitana de São Paulo apresenta a maior frota circulante do país com 6,5 milhões de veículos automotores, concentrando-se 5,5 milhões na cidade de São Paulo , aproximadamente 1 veículo para cada 2 habitantes , um dos mais altos índices do mundo, com uma tendência de crescente uso do veículo em detrimento do transporte público.
Estima-se que os veículos lançam na atmosfera 70% de toda a poluição do ar de São Paulo, podendo-se chegar a 90% se forem consideradas apenas as emissões de monóxido de carbono. O processo de urbanização , o aumento excessivo do uso de automóveis , a produção industrial e a geração de energia expõe os habitantes das cidades a níveis de poluição do ar que excedem os limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde, causando danos à saúde da população , além da emissão do carbono em alta escala resultante do consumo de combustível, contribuir para a elevação do efeito estufa que concorre decisivamente para a mudança climática global.
Pesquisas recentes constataram impactos alarmantes na saúde da população. O Laboratório de Poluição da USP verificou que em dias de altos índices de poluição do ar o risco de morte por doenças respiratórias e cardiovasculares aumenta em 12% . Nos dias mais poluídos há um aumento aproximado de 50% nos atendimentos em prontos-socorros da cidade, a maioria envolvendo pessoas com bronquite ou pneumonia. idosos, crianças e portadores de problemas respiratórios crônicos são os que mais sofrem.
O problema do controle e redução da poluição do ar na cidade de São Paulo deve ser enfocado na perspectiva do desenvolvimento sustentável na qual a proteção a saúde e ao meio ambiente constituem uma preocupação prioritária, do exercício de uma gestão ambiental compartilhada e de âmbito metropolitano.
- Aumentar o nível da consciência pública a respeito da importância de estratégias de prevenção e controle da poluição do ar de São Paulo e Região Metropolitana.
- Promover a discussão da proposta de Plano de Ação de Melhoria da Qualidade do Ar de São Paulo , trazendo exemplos de outras cidades que já implantaram seus planos e os resultados por eles obtidos.
- Possibilitar o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre o governo, iniciativa privada , universidades e ONGS, envolvidos com o tema.
- Fomentar a participação pública e privada na implementação de inovações tecnológicas de baixa emissão local e global.
- Debater o formato institucional do Comitê do ar Limpo para a cidade de São Paulo e Região metropolitana para integrar os esforços de governos locais, órgãos técnicos , ONGs , universidades e iniciativa privada na gestão compartilhada da qualidade do ar;
- Obter o apoio do estado e de agências nacionais e internacionais , assim como dos associados da Iniciativa, para iniciar estudos técnicos necessários para o desenvolvimento do Plano de Ação para a Melhoria da Qualidade do Ar.
|